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- O que éO museu é uma instituição aberta ao público, a serviço da sociedade e de seu desenvolvimento e que executa um trabalho permanente com o patrimônio cultural, em suas diversas manifestações. No museu o patrimônio cultural é visto como recurso educacional, turístico e de inclusão social. Acervos e exposições são colocados a serviço da sociedade com o objetivo de propiciar a ampliação do campo de possibilidades de construção da identidade, da percepção crítica da realidade, da produção de conhecimentos e do lazer. (adaptado do documento Política Nacional de Museus – Memória e Cidadania. Brasília: MinC, 2003).
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Série Cadernos de Folclore
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| Programa de Ação Educativa | Centrado nos tópicos Educação e Cultura Popular, o projeto propõe uma reflexão sobre a atual abordagem da temática Folclore nas salas de aula, tendo como foco principal o professor e sua prática. Busca parcerias com educadores, formais e não-formais, para desencadear um processo de educação global, por meio de vivências que propiciem maior entendimento dos fatos folclóricos. |
| Programa Museu Vivo |
Tem como principal finalidade a salvaguarda do patrimônio cultural, reunindo mestres detentores de saberes e fazeres tradicionais da cultura popular, que, enquanto mostram seu saber-fazer e as técnicas que desenvolveram, narram suas memórias, histórias que nos permitem conhecer quem são e como vivem esses mestres de engenhos anônimos. Os diversos temas abordados possibilitam vivenciar experiências de pesquisa, de descoberta e de aprendizagem, como forma de mostrar os processos de atualização, próprios de uma cultura viva. Dentro deste contexto, as atividades previstas são: * Museu Vivo – Aos Domingos * Museu Vivo – Ciclo de Natal * Museu Vivo – Vivência e Aprendizado * Museu Vivo – Festas Populares |
| Terças com Folclore | Com o objetivo de estabelecer um canal de comunicação com educadores e profissionais formadores de opinião, o Museu do Folclore realiza, todas as terças-feiras, com agendamento, um bate-papo informal sobre a cultura popular e sua aplicação no processo educacional. Integrado a este projeto, acontece a série Encontros Especiais, uma vez por mês, uma palestra com a participação de estudiosos e pesquisadores da área. |
| Salvaguarda do Folclore | As atividades desenvolvidas no Museu do Folclore são resultantes de ações primeiras que dão sustentação e legitimidade a todo o processo. Essas ações permitem detectar as manifestações presentes na região, estabelecer contato com seus detentores e, a partir do que for observado, promover situações de sustentabilidade, no sentido de favorecer as condições de preservação e fruição do Patrimônio Imaterial. Objetivos: - Núcleo de Pesquisa e Documentação: Detectar, registrar e documentar as diversas manifestações populares existentes no Vale do Paraíba, possibilitando a realização de diagnósticos e inventários do constante processo de transformação e atualização dessas expressões. - Apoio às manifestações da Cultura Popular: Manter contato com as comunidades, grupos e lideranças,identificar possíveis problemas e necessidades e sistematizar propostas - Vendinha do Museu: Propiciar aos detentores de saberes, técnicas e ofícios representativos da diversidade cultural, um espaço de divulgação e comercialização de produtos resultantes desses conhecimentos, estimulando a continuidade do fazer. |
Atual Exposição de Longa Duração
A Exposição “Patrimônio Imaterial: Folclore e Identidade Regional” quer traduzir e, principalmente, atrair a atenção para o Folclore Regional de São José dos Campos, reconhecido enquanto patrimônio imaterial, como é patrimônio o barroco dourado dos altares e os monumentos em bronze que celebram feitos, heróis e personagens históricos.
A Exposição apresenta uma vivência de cultura, de tradições, de patrimônio e, antes de tudo uma vivência de cidadania, repudiando todas as formas de xenofobia, de preconceitos raciais e de intolerância religiosa e social. Ela procura sensibilizar o visitante sobre as diferenças e como estas diferenças de modos de viver, de comunicar fé, festa, técnica, escolhas estéticas, comida, música, dança são revelações de memórias antigas que convivem com novas e atualizadas memórias.
O conceito que orienta a presente Exposição é o do direito cultural, como um lugar social da pessoa e da sua comunidade, que possibilita o pleno exercício da liberdade em manifestar formas e estilos de identidade.
É assim, com fundamentos da antropologia aliados à museologia que a Exposição quer tocar e mostrar ao grande público o Folclore, o patrimônio imaterial, contribuindo para que o Museu cumpra seu papel social, educacional e cultural.
| Sala São José dos Campos | A Sala São José dos Campos é um espaço de acolhimento. Abre o circuito, mostrando um painel com um pouco da história do ciclo do café, das manifestações culturais, principalmente religiosas, do Vale do Paraíba. No local, pintado de marrom porque avoca a cor do café, vê-se uma maquete da artesã da região, Dona Eugênia, mostrando uma das praças do centro urbano da cidade de São Jose dos Campos. No local temos um dos temas mais importantes e recorrentes do imaginário do Vale do Paraíba, o galinho do céu, o pavão ou o galo anunciador do nascimento de Cristo, fazendo uma referência aos presépios, costume que nesta região se notabiliza como forma de manifestação da arte popular. |
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| Sala das Tecnologias | Simbolizar é a grande ação do homem perante a natureza. Assim, interpretar matérias-primas - barro, madeira, fibras ou reciclar papel, plástico e metal - são revelações de conhecimentos tecnológicos acumulados. É a geração dos oficíos, dos trabalhos organizados no campo, na pesca, no desenvolvimento de habilidades, transmitindo e experimentando formas, texturas, cores e principalmente dando uso e função aos objetos, os quais assumem o testemunho da cultura. | |
| Sala da Religiosidade | Crer, ter fé, expressar e viver a fé enquanto revelação da ancestralidade, do mito, da divindade une o homem aos sentimentos de pertencer a um grupo, a uma sociedade, de ocupar um lugar, de ter um papel cultural na interpretação entre a vida e a morte. A fé brasileira é plural, rica e múltipla, como o povo brasileiro. | |
| Sala Santos de Fé |
Um dos grandes temas que fazem o Folclore é a capacidade de representação religiosa. O Vale do Paraíba, lugar socialmente constituído pela mão e pela civilização de povos africanos durante o ciclo do café, permanece celebrando os santos negros. Todos têm seu significado. Todos são tema e função de fé.
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| Sala de Festas | A festa é a culminância da vida, do trabalho, das relações sociais, celebra e comunica à pessoa, sua história, sua tradição, seu desejo de louvar, cultuar, brincar, manifestar pertencimento a uma cultura, a um povo. Divino Espírito Santo e Santos Reis são celebrações marcantes do Vale do Paraíba: é quando os festeiros/ foliões vivem, anualmente, as renovadas formas de festejar, com fé, as uniões entre o sagrado e o cotidiano. | |
| Sala Identidades |
Ter uma identidade vai muito além do que ter uma carteira, um documento. Ter identidade é ter a cultura que você vive e transmite. É o que marca a sua verdadeira individualidade e a sua diferença. | |
| Sala Brasil | A Sala Brasil tem a vocação de receber o visitante ou de finalizar o circuito da exposição. Ela é organizada por uma mostra, que apresenta exemplos da arte popular brasileira, representada por alguns Estados: Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bahia, Santa Catarina, Pará, Maranhão, Paraíba, Espírito Santo e Pernambuco. Também são exibidas imagens que apresentam as possibilidades temáticas, procurando introduzir e motivar o visitante a compreender a exposição, que tem como eixo o patrimônio imaterial e identidade regional. |
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Biblioteca do Museu |
A Biblioteca Maria Amália Giffoni, especializada em Folclore e Cultura Popular, oferece ao público um rico acervo documental bibliográfico, uma hemeroteca, além de registros sonoros e audiovisuais atualizados, possibilitando a realização de pesquisas sobre diferentes expressões da cultura popular. |
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| Vendinha do Museu |
Há o espaço Vendinha do Museu, onde o visitante pode adquirir objetos significativos que testemunhem sua experiência de visita ao Museu. Ela tem como objetivo ser um espaço de divulgação e comercialização de produtos criados por indivíduos, detentores de saberes, técnicas e ofícios representativos da diversidade cultural regional. A Vendinha procura estimular desta maneira a continuidade deste fazer. |
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Sala das Panelas |
A partir de uma instalação cenográfica de uma cozinha regional, com fogão, utensílios e paredes de taipa criou-se o espaço expositivo Panelas do Vale. |
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Centro de Estudo da Cultura Popular |
O Centro de Estudos da Cultura Popular - CECP é uma entidade cultural não-governamental, criada em 1998 pela extinta Comissão de Folclore da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, de São José dos Campos. Tem por finalidade o estudo, a pesquisa, a valorização e o estímulo de toda expressão da cultura popular. Seu objetivo é unir pessoas e entidades envolvidas na busca da cidadania. |
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