Terminologia na
Conservação do Patrimônio Histórico Edificado
Agradecimento
EDIFICAÇÃO
HISTÓRICA
caráter único e insubstituível, que representa importante
testemunho de técnicas e/ou materiais e
aquelas
ligadas a fatos históricos relevantes
Carta do Restauro
Documento
sobre restauração, divulgado através da Circular 117 de 6 de abril de
1972, pelo Ministério da Instrução Pública da Itália, solicitando
escrúpulos em toda e qualquer intervenção de restauração.
Arto
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Entende-se
por salvaguarda qualquer medida
de conservação que não implique a intervenção direta sobre a obra;
entende-se por restauração
qualquer intervenção destinada a manter em funcionamento, a facilitar a
leitura e a transmitir integralmente ao futuro as obras e os objetos
definidos nos artigos precedentes.
Ações preventivas:
Preservação
e Conservação
Ações curativas:
Recuperação
e Restauração
1.
Conservação
Todo
o conjunto de ações destinado a prolongar o tempo de vida de uma dada
edificação histórica.
Pode
englobar um ou mais dos conceitos a seguir, que correspondem a um tipo de
intervenção progressivamente maior:
1.1.
Manutenção
Conjunto
de operações preventivas destinadas a manter em bom funcionamento a
edificação como um todo, ou cada uma de suas partes constituintes:
§
Inspeções de rotina
§
Limpeza
§
Aplicação de novas pinturas
§
Reparos na rede elétrica e hidráulica, etc.
1.2.
Reparação
Conjunto de operações destinadas a corrigir anomalias existentes.
O
termo "consolidação" é empregado como reparação, no sentido
da manutenção da integridade estrutural da edificação.
1.3.
Restauro ou Restauração
O
conceito de restauração traduz o conjunto de operações destinadas a
restabelecer a UNIDADE da edificação do ponto de vista de sua concepção
e legibilidade originais, ou relativa a uma dada época.
É
um tipo de ação com algumas dificuldades éticas, que deve ser baseada
em investigações e análises históricas inquestionáveis e utilizar
materiais que permitam uma distinção clara, quando observados de perto,
entre original e não original.
1.4.
Reabilitação
Conjunto
de ações destinado a aumentar os níveis de qualidade de um edifício,
para atender a exigências funcionais mais severas do que aquelas para as
quais foi concebido. A reabilitação é empregada sempre que se pretenda
adaptar o edifício para uma utilização diferente daquela para a qual
foi concebido ou apenas torná-lo utilizável de acordo com padrões
atuais.
1.5.
Reconstrução
É
a ação de construir de novo uma edificação ou parte dela que se
encontre destruída, ou em risco de destruição. Pode ser aceitável em
casos especiais:
Edificações
destruídas por cataclismos ou guerras
Edificações
que estejam na iminência de ser destruídas, e que possam ser desmontadas
e transportadas para local mais seguro.
Ex.: Abu Simbel no Egito.
Devem
ser baseados em evidências históricas indiscutíveis.
Em
qualquer outra circunstância a reconstrução de toda ou de parte de uma
edificação é inaceitável.
2.
Outros conceitos
2.1. Reversibilidade
É
a possibilidade de um dado material ou solução construtiva poderem ser
removidos no final de sua vida útil sem causar danos aos restantes
materiais que com eles contatarem.
Trata-se
de um princípio fundamental na conservação de edificações históricas
sempre que se pretenda aplicar qualquer material novo, na medida em que
ele deve poder ser retirado a qualquer tempo, quando deixar de cumprir as
respectivas funções, sem causar danos aos materiais originais e sem
contribuir para a perda da autenticidade da obra que se pretenda
conservar.
2.2.
"Anastylosis"
É um termo de origem grega que significa remontagem de peças duma
dada estrutura que existam num estado de desagregação. Em geral
aplica-se a ruínas arqueológicas, com várias possibilidades como, por
exemplo, a reconstituição de uma coluna de pedra a partir de seus
elementos constituintes que se encontrem dispersos. Este tipo de atuação
pode ser efetuado apenas em situações em que existam evidências
indiscutíveis, quer históricas, quer resultantes da observação das várias
peças soltas, devendo terminar no ponto em que essas evidências deixem
de existir e se entre no terreno das conjecturas.
2.3.
Lacuna
A "lacuna" num objeto de arte, é uma interrupção do seu
conteúdo representativo, semelhante, por exemplo, a um texto sem algumas
linhas, que impede ou dificulta a fruição integral desse objeto de arte
em toda a sua dimensão estética e histórica.
2.4.
Reintegração
A forma mais usual de ultrapassar o problema das lacunas, com especial
incidência em operações de "anastylosis", é o seu
preenchimento com materiais novos que permitam uma integração harmoniosa
no conjunto e possibilitem, simultaneamente, ser claramente reconhecíveis
com atuações efetuadas numa dada época, quando observados de perto.
2.5.
Pátina
Designa-se por pátina a alteração natural produzida pelo tempo nos
materiais. Não deve ser confundido pátina com "sujeira", em
especial aquela resultante da poluição atmosférica. Enquanto a pátina
faz parte integrante de uma obra de arte e como tal deve ser conservada, a
sujeira lhe é estranha e deve, consequentemente, ser removida.
A
conservação deve, portanto, procurar manter ou restabelecer a unidade do
edifício, sem cometer falsificações artísticas ou históricas e sem
alterar os traços característicos da passagem do tempo sobre o edifício.
Tomada
de decisão:
baseando-se
sempre em análise exaustiva das fontes documentais:
bom
senso
&
prudência
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