Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural do
  Município de São José dos Campos

COMPHAC

 

Praça João Mendes (Praça do Sapo)

 

Um largo sem ajardinamento, foi denominado informalmente de “Largo ou Praça da Valeriana”, devido ao estabelecimento comercial chamado “Casa Valeriana”, de F. Cardoso & Cia., existente na esquina da Rubião Jr com a Marechal Floriano Peixoto, onde durante muito tempo, ficou estabelecida a Papelaria Guanabara e atualmente está instalada uma instituição financeira.

Recebeu o nome de Praça Dr. João Mendes em 04/09/1905, através de projeto de lei da Câmara Municipal. Dr. João Mendes de Almeida foi importante jurista e vereador da cidade de São Paulo sendo Presidente da Câmara, no século XIX. Pai de João Mendes de Almeida Jr., também importante jurista, chegando a ser membro do Supremo Tribunal Federal. Em 1898, uma importante praça de São Paulo, passou a ser também a ser denominada de Praça Dr. João Mendes.

Em 1907, na Câmara Municipal há referência da formação de uma associação para tratar do estabelecimento de um teatro na cidade de São José dos campos. O local sugerido foi a Praça João Mendes. Mas esta proposta acabou não sendo realizada.

Provavelmente devido ao grande largo vazio, esta foi palco de vários espetáculos circenses, que ali se instalavam:

Até a metade da década de 20, este teve a presença constante de circos, entre eles: circo Sul Americano, Circo Norte Americano, Circo Irmãos Abelardo, Grande Circo Olimecha e Grande Circo Demóstenes. Após este período a praça Afonso Pena passou a receber este tipo de espetáculo.

No final da década de 30 foi realizada uma proposta de ajardinamento no governo do então  prefeito Dr. Francisco José Longo. As obras tiveram início, mas foram suspensas por motivos desconhecidos. Na administração do Dr. Pedro Poppini Mascarenhas foram retomadas, sendo inaugurado em 1943. Foram necessários mais de 200 caminhões de terra para o levantamento do terreno e rebaixamento do tanque já existente no local.

Neste ajardinamento foram introduzidos os sapinhos de cimento no chafariz e o caramanchão (pergolado). Devido aos sapos, passou a ser chamada informalmente de “Praça do Sapo”.

Em foto de 1968, vemos a introdução de um novo desenho de chafariz central e os sapos em funcionamento:

No final da década de 70, foi realizada proposta de alteração no desenho da Praça, com a introdução do Globo no centro da fonte e o Monumento à Bíblia na lateral da mesma fonte, além da retirada dos sapos. Esta reforma foi inaugurada em 1977. Estes sapos foram recolocados em seu local original, por volta de 1979.

Nas últimas décadas, tivemos a introdução dos sanitários. Com o crescimento do comércio ambulante ao seu redor, esta passa por um estado de abandono, com a perda de seu ajardinamento original e sua função, fruto do processo de degradação do centro da cidade.

É uma das poucas praças que ainda mantém parte de seu ajardinamento original (da década de 40), fartamente documentado ao longo de sua história por