IPHAN
O
Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, hoje vinculado
ao Ministério da Cultura, foi criado em 13 de janeiro de 1937 pela Lei
nº 378, no
governo de Getúlio Vargas. Já em 1936, o então Ministro da Educação e
Saúde, Gustavo Capanema, preocupado com a preservação do patrimônio
cultural brasileiro, pediu a Mário de Andrade que elaborasse um
anteprojeto de Lei para salvaguarda desses bens e confiou a Rodrigo Melo
Franco de Andrade a tarefa de implantação do Serviço do Patrimônio.
Posteriormente, em 30 de novembro de 1937, foi promulgado o Decreto-Lei
nº 25, que organiza a "proteção do patrimônio histórico
e artístico nacional".
Nessa
missão, Rodrigo contou com a colaboração de outros brasileiros
ilustres, como Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Afonso Arinos, Lúcio
Costa e Carlos Drummond de Andrade. Intelectual e homem de ação, Rodrigo
concentrou seus esforços na proteção dos bens patrimoniais do país,
redigindo uma legislação específica, preparando técnicos, realizando
tombamentos, restaurações e revitalizações, que asseguraram a permanência
da maior parte do acervo arquitetônico e urbanístico brasileiro, bem
como do acervo documental e etnográfico, das obras de arte integradas e
dos bens móveis.
Em
sua luta pela proteção do patrimônio cultural, estendeu sua ação à
proteção dos acidentes geográficos notáveis e das paisagens agenciadas
pelo homem. Há mais de 60 anos, o Iphan vem realizando um trabalho
permanente e dedicado de fiscalização, proteção, identificação,
restauração, tombamento e revitalização dos monumentos, sítios e bens
móveis do país.
Sua
ação se desenvolve por intermédio de 14 superintendências
regionais e 19 sub-regionais, museus,
entre eles o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu Imperial, o Museu Histórico
Nacional, o Museu da República, o Museu da Inconfidência, além de nove
Casas Históricas, um Parque Histórico, a Cinemateca Brasileira, o Palácio
Gustavo Capanema, o Paço Imperial e o Sítio Roberto Burle Marx.
O
trabalho do Iphan pode ser reconhecido nos mais de 16 mil edifícios
tombados, 50 centros e conjuntos urbanos, 5 mil sítios arqueológicos
cadastrados, mais de um milhão de objetos, incluindo acervo museológico,
cerca de 250 mil volumes bibliográficos, documentação arquivística e
registros fotográficos, cinematográficos e videográficos.

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